Jovelino Sales*
O comando nacional dos bancários elaborou uma publicação que tem servido de subsídio para as discussões pertinentes a nossa campanha salarial. Nele, são quatro grandes temas – remuneração, emprego, saúde do trabalhador e segurança bancária e o sistema financeiro – que incluirão as reivindicações sobre igualdade de oportunidades em todas as vertentes de gênero, raça, orientação sexual e pessoas com deficiência garantindo com isso a transversalidade.
Um dos temas é remuneração e aqui reproduzo apenas um aspecto.
Por conta da reestruturação produtiva, ela está vinculada à estratégia de mercado, que varia de banco para banco, dificultando ao movimento sindical o acesso aos critérios norteadores que determinam nossos pagamentos.
Com metas impossíveis os resultados são péssimos, e além disso o/a trabalhador/a tem que se “descabelar” para tentar se adequar aos resultados esperados pelo banco,porque o contrário disso significa demissão.
É preciso por regras nessa situação fazendo inclusive, que esse tipo de remuneração tenha impacto na vida futura do/a bancário/a nos casos de demissão e também de aposentadoria.
O que eles tentam sempre é reduzir a parcela fixa do salário e ampliar a remuneração variável que está atrelada ao lucro e ao cumprimento de metas, provocando perdas presentes e futuras. Não podemos esquecer que o mais importante não é a remuneração variável, abono, PLR, entre outros “calas bocas”. O importante é um aumento significativo na nossa parcela fixa, que incidirá também em outras verbas como FGTS, INSS, comissões, auxílio alimentação, etc.
Portanto colegas, é muito importante aprendermos sobre esses temas para podermos contribuir na nossa campanha, seja participando das assembléias, parando para dar atenção as manifestações dentro das agências e/ou aderindo a greve.